G:I:I:P

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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Holanda


BREDERODE
(Santpoort  Sul)


A primeira pesquisa iria se centrar no antigo castelo de Brederode, que como podem ver se encontra em ruínas, mas que devido à sua antiguidade e história seria um local de eleição para pesquisar energias remanescentes .
Chegados lá deparámos com um cartaz que o local se encontrava fechado durante o inverno, " para permitir a hibernação dos morcegos " . Nem queria acreditar que o raio dos morcegos nos iam estragar a pesquisa...Como quem anda nestas lidas costuma fazer, preparei-me para "saltar" para dentro à socapa e nem queria acreditar quando vi uma cerca eléctrica e câmeras de vigilância em todo lado .Tudo isto por causa de meia dúzia de morcegos?? para não incomodar suas excelências !
Cerca Electrica


 Gorada a hipótese de Brederode, e tendo como sempre um lugar alternativo fomos para
ERE BEGRAAFPLAATS 
(Overveen)
 Este é um cemitério onde se encontram 246 homens e mulheres  da Resistência Holandesa, assassinados pelas tropas nazis durante a segunda guerra mundial, muitos dos quais já depois da rendição da Alemanha, quando estavam a celebrar. Esta é uma zona de dunas e foi nesses espaços que as pessoas foram massacradas.


 PESQUISA:
Mal entrei pude sentir o horror e a presença de muitos espíritos que não tinham partido e da forma como teriam sido mortos, muitos tão repentinamente que nem se aperceberam que tinham morrido..
Como sempre tentei reencaminha-los, mas como faço isso de forma individual, tornou-se impossível
fazer isso a mais que alguns, a pressão energética era insuportável e tive de desistir .
Entretanto apareceu um que obviamente já teria seguido o caminho normal e que me contou como tinha sido morto : Estava vestido com um casaco preto uma camisa branca umas calças escuras e umas botas, na cabeça tinha algo que não consegui ver bem e quando começou o tiroteio ele tentou fugir empurrando a bicicleta no terreno arenoso tendo sido atingido por um tiro nas costas outro na perna direita.
Depois de me contar tudo isso fez questão de se identificar levando-me até a sua sepultura, que ainda estava longe do local onde mantivemos esta "conversa". Este heroi da Resistência era  o ENG, JOHANNES PIETER HELIBOER , a quem presto a minha homenagem, extensível a todos os outros, e agradeço de coração, ter-me confiado o momento mais importante da vida de um ser humano: a sua passagem para a outra dimensão.

Foto em Infra-Vermelhos

Zetor
Holanda 14 Novembro 2016




sábado, 14 de maio de 2016


Bhangarh Fort
Um dos locais mais assombrados do mundo


Um dos objectivos da minha viagem à India foi fazer uma exploração neste famoso local, que tanto se fala no meio dos pesquisadores de fantasmas.
Naturalmente que tinha vários problemas, um era ir sózinho o que implicava ser eu a fazer todo tipo de medições, fotografias, EVPs nem pensar, pois presumo que seriam em hindu, língua que não entendo.
Uma manhã bem cedo aluguei um carro com motorista, saindo de Jaipur –Rajasthan –India, preparei-me para fazer os cerca de de 100 kms que separam esta cidade do Forte. Após interminável viagem, com vacas paradas no meio da estrada, macacos, camelos a puxarem carroças, poeira e 40 graus de temperatura (felizmente o carro tinha ar condicionado) lá cheguei ao forte que eu julgava abandonado, mas que pelos vistos é um local de convívio e de peregrinação da população que habita em redor, tipo Fátima aqui na nossa terrinha.
Mal saí do carro fui alvo da curiosidade e amistosidade daqueles indianos todos, possivelmente não muito acostumados a verem ocidentais. Senti-me como se fosse um ídolo de alguma banda rock, todos queriam tirar fotos comigo, fazer selfies em grupo, os poucos que falavam “inglês” a quererem saber de onde eu era, o país a cidade e o que eu diziua era comunicado imediatamente a multidão que soltava ohhhhsssss e sorria abanando a cabeça, embora eu tenha a certeza que nem lhes passava pela cabeça onde ficava Portugal.
Entrei no Forte a filmar com cor normal, guardando os IV para os locais mais escuros, logo apareceu um dos “tradutores” para me apresentar o tio, aqueles velhinhos de barba que se enrolam num lençol, e que me apertou a mão com a esquerda o que é um insulto na India, coisa que me chatiou. A partir daí acabei com a simpatia e cada pessoa de se chegava a mim eu dizia : excuse-me!! e fazia sinal para se afastarem.
Os 40s graus de temperatura, o caminho empredrado para chegar aos templos, começou a cobrar o seu preço, felizmente que eu tinha agua, embora tenha de reconhecer que a idade pesa…

O recinto do Forte é enorme com vários templos e o palácio, entre ruínas de casas e de construções que não se conseguem já identificar. Percorrendo o recinto e os templos  Recebi vários sinais fortes no detector de EMF, o que me animou pois nunca existiu electricidade naquele local, e no Spirit Voice apareceram algumas palavras : JARDIM, MOSTRA QUE FAZES, QUEM ÉS, CURA (esta não entendi) e  TEMPLO.


Infelizmente o Governo Indiano proibiu a estadia de pessoa naqueles espaços, entre as 18 horas e as 6 da manhã, reservando penalidades  severas a quem não cumprir essas normas. Elas foram devidas à quantidade de pessoas que desapareceram  quando tentaram lá passar a noite.
Ainda me aconselharam a falar com as Autoridades e a pedir uma licença especial para pesquisar durante a noite, mas que poderia eu fazer ali sozinho??uma pesquisa para ser feita com método e cobrindo todas as hipóteses e aparelhos, tem de ter várias pessoas a auxiliarem, cada um com a sua tarefa, e sempre em contacto com os companheiros em caso de ajuda.
Mais resultados : vários rostos nas paredes especialmente revelados com os infra vermelhos.

Uma possível bola de plasma foi apanhada e seguiu durante alguns metros a camera ( no entanto não descarto a hipótese de ser alguma espécie de reflexo, pois estava um sol e um calor abrasador.
Como de costume  o prejuízo foi elevado, a Canon Ixus 275 HD que tinha comprado na véspera, encravou e não tirou mais fotos,.a sorte foi que tinha feito um backup no dia anterior. As outras duas máquinas que levei não sofreram nada.

A partir daí fui procurar o motorista e regressei desta pequena exploração, cansado e frustrado por não poder explorar propriamente aquele local famoso.

zetor
06-04-2016



quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

FILME SOBRE O G.I.I.P.

FILME FEITO POR REALIZADOR AMERICANO DAVID FERRIS SOBRE O GIIP-Grupo Internacional investigação Paranormal  e seus Pesquisadores


 https://vimeo.com/154921122.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Aprender a Ver



APRENDER A VER

Câmeras ultra violetas, infra-vermelhos , de espectro total, termal imagem, máquinas fotográficas e de filmar  normais, tudo isso ajuda muito na hora de encontrar “discrepâncias” energéticas, como orbs, vortex, vultos, imagens e sombras, que durante a pesquisa raramente são detectadas e que mais tarde na revisão (muito) atenta de todo o processo  são  encontradas.
Não é fácil fotografar um vulto com aparência ou formas humanas, as fotografias que mostram “fantasmas” bem sólidos são sempre falsas. Na net encontram-se dezenas de fotografias falsas, aliás são quase todas, especialmente daquela menina de cabelos pretos, roupa branca e ar assustador que aparece em muitas.
Infelizmente as do século XIX, ou pelo menos todas as que eu vi, originais e cópias, não têm nenhuma credulidade, malgrado as pessoas famosas que as tomaram/alteraram.  A lenda dos fantasmas embrulhados em lençóis, vem do tempo passado quando os corpos eram amortalhados num lençol (chamado mortalha)  antes de serem enterrados, daí vem que a representação dos “fantasmas” se faça como se tivessem enfiado um lençol, pela cabeça.
Fotografar rostos é um pouco mais fácil, já consegui alguns de grande qualidade fotográfica, que não podem de maneira nenhuma ser confundidos com acasos da natureza.

PAREIDOLIAS
Este é o nome dado a configurações naturai, começou a ser atribuído este nome as formas das nuvens, que se pareciam com animais, pessoas, casas etc. Depressa se espalhou o nome por todos materiais que se assemelhassem na sua forma a qualquer outra coisa como por exemplo aquelas rochas que parecem seres humanos. Foi aí que os cépticos esfregaram as mãos de contentamento, a partir dessa altura todas as fotos, mesmo as mais nítidas de energias paranormais, foram chamadas de pareidolias, e não só pelos cépticos, existe aqui em Portugal um fórum dito desses assuntos, onde um monte de curiosos, sem a menor formação na área, se entretem a botar sentenças sobre assuntos que não conhecem, e muitas vezes a destruírem o trabalho fotográfico de pessoas que começam, apanham algo significativo, submetem aos “sábios” desse grupo que sem o mínimo respeito ainda escarnecem delas.
Não quero dizer que por exemplo numa parede, aparecem 4 pontos e os classifiquemos  como uma cara. As energias paranormais na nossa dimensão são praticamente invisíveis a olho nu, apenas quando passam por materiais se podem ver, se tivermos a sorte de tirar uma foto naquele momento.
Por exemplo se virem fotos  verdadeiras de fogos, procurem bem que sempre irão encontrando rostos no meio, locais onde existiram mortes também sempre têm rostos, locais abandonados etc. O importante é APRENDER A VER, pois os nossos olhos não treinados tem tendência de ignorar essas imagens. Na pintura abaixo verão muitos rostos e caveiras, o artista de certeza aprendeu a ver.



Se quiserem perceber melhor o que eu digo, coloquem papel de cozinha de alumínio, estendido o melhor possível sobre uma superfície,  a cerca de 1,5 m ponham  vossa câmera num tripé,  tirem uma sucessão de fotos e vejam quantas caras vão conseguir descobrir…Esta é uma forma de se obter as  famosas psico imagens de que tanto se fala.



 Nesta foto poderão encontrar muitas outras imagens pois só as mais importantes estão selecionadas.

Mais exemplos :

Esta foto foi possivelmente tirada num campo de batalha

Por razões que desconheço raramente aparece só um rosto, parece que há sempre bastantes juntos, num espaço pequeno. Isso torna mais credível  como real.

Penso que com esses exemplos e a explicação, poderão abrir um campo novo na vossa visão e entendimento do mundo, e em espacial na vossa evolução espiritual


23-10-2015
zetor











quarta-feira, 14 de outubro de 2015


Para Quem Começa

O primeiro trabalho é sempre de investigação, pesquisar locais com história, se possível com acontecimentos com grande força emocional, como por exemplo:
 Cadeias, hospitais, sanatórios , hospícios, campos de batalha, locais de crimes violentos ou execuções em massa,  antigas forcas, casas senhoriais, pois uma casa antiga de famílias ricas,  sempre escondem dramas de sangue ou violência . Atenção também as vozes do povo quando apontam como assombrados, alguma casa ou local, Procurem locais no estrangeiro, pesquisados por outros grupos e onde foram obtidas evidências da permanência de energias ou de qualquer outro tipo de entidades.
A segunda fase,  é escolher os alvos, isso vai depender de quanto se quer ou se pode gastar, quantidade de pessoas que possam ir e ajudar nas despesas. Falei em alvos, porque nunca se deve ir só com um local em mente, geralmente estuda-se dois,  três ainda é melhor. A nossa última pesquisa, cujo alvo principal era perto de Sevilha, falhou pois mal chegámos a Espanha era feriado (devíamos ter visto isso) o que tornaria impossível a obtenção de qualquer tipo de autorização para pesquisar uma quinta particular. Resolvemos ficar em Elvas e fazer a pesquisa ao Forte da Graça, antiga prisão. Chegamos lá o caminha estava barrado por um senhor e um  letreiro a dizer que o Forte estava a ser remodelado pela autarquia. Passamos ao 3ª objectivo, escolhido a pressa, pesquisar o local da Batalha do Ameixial, procuramos o pelourinho que assinala o local da batalha, pesquisamos e ….. nada, nossos aparelhos não acusaram nada o que é muito estranho pois nessa batalha entre portugueses e castelhanos morreram cerca de 6.000 pessoas.


Voltámos para casa,  desanimados, fizemos 500 km e não apanhámos nada. Chegando aqui fomos investigar e verificamos que algum “inteligente” tinha mudado o monumento que assinala a batalha, para uma estrada principal, a bastantes kms de distância do local da verdadeira batalha, que aliás está em terrenos particulares e vedados.
O mais estranho de tudo, é que tenho acedido aqui a relatos da batalha, estudos históricos, de pessoas que julgam que a batalha se deu no local do monumento, e como tal estão a passar informações erradas aos estudantes que queiram conhecer as movimentações dos dois exércitos.
Após a escolha e o estudo do alvos, temos de escolher a equipa, nunca se vai sozinho para uma exploração, existem muito perigos reais, desde cair num buraco, madeiras cederem em casas antigas, ser assaltado por pessoas que habitam em ruínas, e que precisam de dinheiro para drogas, ou simplesmente alguém que vendo que estamos num local deserto, queira roubar umas máquinas fotográficas, ou o carro .
Penso que o ideal são 4 pessoas, até porque os aparelhos são muitos e precisamos de várias pessoas para fazerem a pesquisa, cobrindo o máximo de terreno possível , a fim de descobrirmos os spots energéticos que podem facilitar a nossa tarefa e serem investigados com mais profundidade.
Não posso deixar de também fazer notar, que se deve ir de dia, para assinalar  perigos que possam existir, escadas, degraus, telhas ou pedras instáveis, buracos, portas ou paredes que possam ruir etc.
Lembro que não é com tudo escuro, e utilizando só os infra-vermelhos, ou a luz de uma lanterninha, que vamos ver os obstáculos.

                               Foto tirada em Total Espectro (ultra violetas e infra vermelhos)

(segue)

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Generalidades


GENERALIDADES


Ghosthunter é uma actividade apaixonante e que provoca muita adrenalina, mas que exige determinado tipos de pessoas que aliem curiosidade científica para explorar um mundo em que muita gente não acredita, buscando provas de existência desse mesmo mundo o que não é difícil de obter, desbravando um campo que pode ter grande influência na espiritualidade e nas emoções das pessoas.
No entanto é preciso encarar sempre as manifestações acontecidas com uma grande dose de análise para verificar se o fenómeno pode ter causas naturais, como por exemplo o vento, ficar a correia da maquina fotográfica na foto, reflexos, barulhos dos materiais a contraírem-se com a chegado do frio da noite, portas a rangerem parecendo gemidos, passos dos outros companheiros, orbs de caracter físico.
Começando com as orbs: se consultarem o que escrevi sobre as orbs neste blog, verão que quer as poeiras, quer a gotas de agua ou humidade, reflexo de insectos voadores, provocam o aparecimento de orbs. Isso não quer dizer que se coloque este fenómeno logo como algo sem importância, como infelizmente fazem muitos pesquisadores, alguns famosos pelos seus programas de televisão. O conhecimento empírico tem valor, mas muitas vezes não se consegue perceber em profundidade o significado real, ou as características de uma situação. Por exemplo por este país afora há muitos operários ou mestres de obra a fazerem casas, compram a assinatura de um arquitecto ou engenheiro e constroem a vontade deles, geralmente caixotes todos iguais, que o conhecimento da experiência lhes proporcionou, mas sem terem  a menor ideia dos espaços, do conforto, da iluminação, sem falar de materiais de baixa qualidade para aumentar o lucro. Uma casa dessas nada tem a ver com uma desenhada por um arquitecto ou construído por um engenheiro.
As orbs especialmente filmadas, muitas vezes andam para trás em trajectórias impossíveis para insectos ou algo impulsionado por ventos ou correntes de ar. Ainda há pouco tempo filmei orbs a velocidade de 451 km/hora, dificilmente podem ser explicadas como causa natural. Muitas em fotos aparecem com rostos dentro ou, o que é ainda mais interessante, a orb transforma-se em foto de rostos nos materiais próximos.
Concluímos que uma dose de ceptismos  é necessária mas não pode ser demasiado, com riscos de deixar passar provas importantes.
Falando de cépticos, é excusado tentar convencer, mostrar provas, fotos, psicofonias, filmes a um céptico, ele tentará sempre arranjar desculpas de fenómenos naturais, e se não conseguir, vai dizer que falsificaste os materiais, que usaste Photoshop etc..

Assim uma das condições para se fazer uma investigação com resultados controlados, é sempre saber onde estão todos companheiros, proibir fumar, pois o fumo dos cigarros pode parecer vortex,  o máximo de silêncio especialmente durante as psicofonias, não esquecer que basta um pequeno animal, ou o balancear de uma folha, para desencandear o alarme nos detectores de movimento. Aconselho, a quem tem muito material, a colocar uma camera de infra vermelhos apontada para o detector de movimento, num ponto fulcral da pesquisa, onde por exemplo, o leitor de ondas electro-magnéticas tenha atingido um ponto alto da escala.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Poltergeist em Portugal


POLTERGEIST EM PORTUGAL


G.I.I.P- tem o prazer de apresentar o primeiro relato , escrito em primeira mão, que se tem conhecimento em Portugal.

video

O filme nada tem a ver com o texto, apenas pretende apresentar uma possível visualização do que teria sido.

TEXTO DO AUTOR QUE PASSOU POR ESTE FENÓMENO PARANORMAL:

Ao iniciar esta descrição de factos menciono que sou uma mulher com alguma cultura, uma pessoa vulgar com alguma intuição, professora, com uma visão pragmática e ordenada da realidade, católica de pouca fé. Quanto a fenómenos ditos paranormais, sempre me considerei como indiferente, mesmo céptica, assumindo que tudo tem explicação, e ainda fui pedir à PSP para vigiarem a casa na minha ausência.
Trabalho em Lisboa e tenho como segunda habitação um apartamento na cidade onde nasci, no interior do país, e foi nesse apartamento que ocorreram os factos que descrevo.
No dia 13 de março de 1998, sexta-feira, fui passar o fim de semana à minha cidade, e fiquei no meu apartamento, um andar alto adquirido em estado novo há pouco tempo.
Cerca das 22h, estava na sala a ver um episódio da série “Pretender”, na televisão, senti frio.Tinha toda as janelas e persianas fechadas, tendo o aquecimento central ligado, a certa altura, senti uma corrente de vento que passou por mim (que sibilou, como quando está muito vento e temos uma frincha de uma porta ou janela aberta). Os cortinados não se mexeram, a minha gata que estava deitada num sofá, saltou e foi para o hall de entrada, com o pelo eriçado. Fui atrás dela e vi que as chaves de casa que estavam na fechadura estavam a balançar. Fui para a rua, e encontrei uns vizinhos que iam a passar e pedi-lhes para irem comigo ver se havia alguém escondido em casa. No domingo fui à PSP, solicitar para vigiarem a casa durante a minha ausência, pois como tinha de ir trabalhar não tinha como mudar a fechadura e podia ser provável que tivesse perdido ou me tivessem roubado as chaves.
No fim de semana seguinte, voltei ao apartamento com a intenção de mudar a fechadura na segunda-feira, quando no domingo á noite repetiu-se o mesmo fenómeno, apenas com a diferença de que a porta do apartamento estava fechada á chave e trancada.  A partir de então, sempre que vinha á minha cidade natal,  passei a ir dormir a casa de familiares, passando pouco tempo no meu apartamento por medo.
Entretanto aconteceram alguns factos estranhos para a minha visão pragmática, como a minha gata subir para os móveis altos e daí ficar muito atenta e vigilante, raramente ficava no chão da casa. Uma vez ela estava deitada na cama do meu quarto, e deu um salto para o hall de entrada envolveu-se numa luta com um gato inexistente, bufando, rebolando dando patadas no ar e defendendo-se, alheia à minha presença.

 Em 23 de fevereiro de 2001, uns dias antes do Carnaval, durante a noite acordei com um barulho estranho vindo da sala, como se a loiça que estava no móvel se tivesse partido toda. A minha gata correu para o referido móvel, a bufar e com o pelo eriçado, abri o móvel e a loiça estava toda inteira como sempre esteve. Voltei a deitar-me  e passado algum tempo, repetiu-se o barulho e a gata e eu voltamos à sala e a abrir o móvel e a loiça toda inteira.

No dia 22 de Julho, de 2006, um sábado à noite cheguei a casa cerca das 21h, e deparei-me um cenário caótico na sala. Dava a ideia que tinha ocorrido um redemoinho, os vasos com flores estavam partidos e fora do local onde estavam, a terra espalhada, jarras partidas, um candeeiro de vidro antigo de petróleo em cacos, uma gaveta de um móvel estava no chão, por cima do seu conteúdo, que estava pela mesma ordem que tinha dentro da gaveta. No centro da sala estava objetos decorativos em cacos, livros caídos no chão num monte, em cima de uma carpete, misturados com a terra dos vasos. Fiquei muito nervosa, com uma fúria tão profunda, e fui tocar a campainha dos vizinhos do apartamento ao lado do meu, entrei falei com ela , entreguei a minha pequena cadela à filha e pedi-lhe para vir ver como estava a minha sala.
Entrei em casa com ela, e com uma fúria incontrolável,  comecei a dizer palavrões dirigidos ao possível visitante destruidor. Então alguns quadros que estavam na parede levantaram voo na minha direção, e eu desvia-me e caiam no chão, partindo o vidro. Um candeeiro de pé alto, quase tombou sobre a minha cabeça.  Uma terrina muito antiga que estava sobre um móvel no hall de entrada, levantou voo na minha direção, estava do lado de fora do apartamento junto e partiu-se na parede entrada junto á porta aberta, pois não descreveu a curva. Senti-me atacada pelas minhas coisas, objetos inanimados, que numa batalha estranha procuravam atingir-me.
Da estante saiu um livro que voou e veio cair aos meus pés, aberto. Um copo com água voou cerca de 4 metros,  eu afastei-me e caiu no chão derramando a água que me molhou os pés. Entretanto fechamos a porta e fomos para casa da vizinha, beber um chá, para acalmar, quando ouvimos barulho vindo do meu apartamento e corremos e vimos que as coisas partidas, vasos e os cacos tinham mudado de lugar, como se um redemoinho de vento os tivesse atingido, aumentando a desordem anterior maior e ainda com mais destruição.
De mencionar, que no dia seguinte a vizinha do andar de baixo, muito zangada queixou-se dos barulhos vindos do meu apartamento, perguntando-me porque de noite andei a partir coisas, sem respeitar o sossego dos outros.



A sala ficou inabitável, e fui dormir na casa da vizinha do lado, sempre preocupadas em proteger a minha pequena cadela, Com a gata não nos preocupávamos, e ela esteve em casa todo o dia. No meio disto tudo, lembro-me de que não sei porquê, chamou-me a atenção um pequeno objeto que estava na estante, creio que se mexeu, lembro-me que  era cor de rosa, talvez um cristal ou qualquer objeto decorativo em loiça, toquei-lhe e senti-o quente, que peguei e fui á janela e atirei para a rua, partindo-se. Muito furiosa, peguei em outros pequenos objetos  que como este tinham sido oferta de um familiar que reside no Brasil e me tinha trazido como presentes em 2000 e atirei pela janela e tal como o outro partiram-se na chão da rua.
Considero-me uma pessoa com boa memória, porém relativamente a estes objetos, e ao querer lembrar-me deles, não consigo, há como que um bloqueio na minha mente, apenas me lembrando do tal pequeno objeto cor de rosa. Entretanto mandei limpar a sala, pedi ajuda a um padre amigo da família, que esteve em minha casa, e me sossegou dizendo que não me preocupasse mais, pois nada  de estranho mais voltaria a acontecer.
No ano seguinte, estava com a filha adolescente da minha vizinha em casa dela, a ajuda-la com um trabalho no computador, e a rir do que se tinha passado no meu apartamento. A cadeira em que eu estava sentada, foi de encontro á parede e eu fiquei sentada no chão, a queixar-me de dor no ombro direito. A minha vizinha, que estava na cozinha a fazer o jantar, ao ouvir o barulho da cadeira veio a correr ver o que se passava e ajudou a levantar-me do chão, estendendo-me uma mão. Então vimos que tinha marcas bem visíveis de ter sido agarrada por uma mão. De facto senti como se tivesse sido agarrada pelo ombro, me tirassem a cadeira e me tivessem colocado muito delicadamente no chão.
A partir de então fiquei com medo de voltar a falar deste assunto, porém a minha curiosidade continua, e muitas vezes, ao chegar a casa ainda penso se ao abrir a porta estará tudo bem.

 28-07-2015
Autor R. A.